Uma nova aliança é formada no universo de “Wild Cards” – e as consequências podem ser aterrorizantes para os curingas

Política, preconceito, poder, traições e grandes golpes – como seria o mundo se existissem pessoas com superpoderes? Criada pelo mestre da ficção moderna George R.R. Martin, autor da grandiosa “As Crônicas de Gelo e Fogo”, em que foi baseada a série de TV Game of Thrones, “Wild Cards” é uma fantasia urbana que leva o leitor a um mundo sombrio onde um vírus alienígena fez com que parte da população ganhasse habilidades físicas e mentais, formando um grupo batizado de ases. Outros, no entanto, foram amaldiçoados com estranhas deformidades – os curingas. O nono livro da saga, Guerra aos curingas, apresenta o segundo episódio da trilogia “Rox”, no qual um novo conflito começa a criar forma – embalada pelo violento Blaise Andrieux, acompanhado de sua gangue de saltadores, e Bomba, que governa Ellis Island, em Nova York, rebatizada de Rox, e luta pelos direitos dos curingas.

Sob a liderança de Blaise, neto psicopata do Dr. Tachyon, a gangue se tornou ainda mais perversa e incontrolável. Blaise está obcecado em colocar em prática o plano de vingança que planejou contra o avô, e os saltadores são peça fundamental nesse jogo. À medida que o jovem mostra o quão cruel pode ser, a relação entre Bomba e ele se desestabiliza, e isso coloca em risco ases e curingas. Em meio ao crescente caos de Nova York, personagens como Yeoman, Capitão Viajante, Jay Ackroyd, Tartaruga, Titereiro e Jerry Strauss participam de mais um romance-mosaico de “Wild Cards”. Mas, com uma jogada de mestre, quem dará a cartada decisiva neste volume será Bomba – que fará o impossível se tornar possível.

Editado por George R.R. Martin e Melinda M. Snodgrass, o volume é escrito por Stephen Leigh, John J. Miller, Melinda M. Snodgrass, Walter Jon Williams, Lewis Shiner, Walton Simons e Victor Milan. Usando esse formato inovador de romance-mosaico, os autores de “Wild Cards” redigem as histórias em conjunto, enquanto George, quando não colabora com o texto em si, está sempre presente como editor. Seu papel permanente é o de guiar a aventura, dar consistência às histórias paralelas e, quando necessário, fazer alguns ajustes no resultado final. Ou seja, acompanhado das mentes mais brilhantes da fantasia e da ficção científica, George R.R. Martin está presente a cada página.

E “Wild Cards” não é uma série comum. De maneira semelhante a um seriado de televisão, ela é dividida em temporadas, ou, neste caso, arcos, então as tramas são concluídas (e outras se iniciam) a cada três ou quatro livros. Os primeiros títulos (O começo de tudo, Ases nas alturas e Apostas mortais) compõem a chamada “Trilogia inicial”. Depois vem a saga “Titereiro”, com Ases pelo mundo, Jogo sujo, Ás na manga e A mão do homem morto. Guerra aos curingas é o segundo livro da trilogia “Rox”, que teve início com Luta de valetes.

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