Joanne Reeves – decoradora por opção, formada em arquitetura – trabalhava em tempo integral no escritório de seu ex-marido, Gary Brooks. De poucos amigos, considerava Vanessa Brower a melhor. Com ela corria aos domingos no parque e frequentava baladas, onde arriscava encontrar um novo amor que nunca surgia.

Joanne era bonita sim, porém nunca inspirava um segundo olhar. Por se considerar pouco atraente, era difícil acreditar que um homem misterioso, visto pela primeira vez numa cafeteria de hospital, pudesse estar interessado.

O desconhecido sabia seu nome, sabia onde encontrá-la, possuía as mãos mais quentes que alguém poderia ter, e desaparecia em um piscar de olhos.

E sim, era atraente e belo, no sentido literal da palavra.
Para alguém comum e sozinha seria fácil se apaixonar.
Tudo o que Joanne queria era crer, entregar-se e ser guardada para sempre.

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