Num futuro não muito distante, a nova ordem liberta toda a população de um país do maior fardo humano: a doença.

Extinta essa mácula, a saúde emerge como valor absoluto e ultrapassa a esfera física. Tratam-se agora também de uma virtude espiritual, política e social.

Funda-se uma nova sociedade, asséptica, totalmente regida e controlada pelo método – o “sistema imunológico” da nação -, única força capaz de perpetuar o estado de suposta perfeição.

O que haveria de condenável num sistema legitimado pela ciência, que livra os cidadãos da dor? Não seria esse o melhor dos mundos?

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