A Inglaterra enfrenta tempos conturbados. A Guerra dos Cem Anos se aproxima do fim, e o exército inglês retira-se, derrotado, dos territórios franceses. Neste momento decisivo em que o país precisa de um soberano forte, o rei, Henrique VI de Lancaster, mostra-se completamente manipulado pela esposa, Margarida de Anjou. Estrangeira, odiada pelo povo, mãe de um príncipe ainda bebê, ela presencia, aflita, os primeiros sinais de loucura do marido. A maioria dos nobres prefere que Ricardo, duque de York, assuma o trono. O cenário, dessa forma, torna-se propício à guerra civil.

Herdeira da Casa de Lancaster, cujo símbolo é uma rosa vermelha, Margaret Beaufort. Aos 13 anos ela se vê forçada a um casamento sem amor com o nobre Edmund Tudor, que tem o dobro de sua idade, e se muda para o remoto País de Gales. Ela acredita que um grande destino a aguarda. Prima do rei, extremamente religiosa, ela crê que sua família foi escolhida por Deus para governar a Inglaterra, e nem a doença do monarca é capaz de pôr em risco suas convicções. Um ano depois, viúva, mãe do menino Henrique, ela decide dedicar sua vida solitária a pôr o filho no trono da Inglaterra, sem se importar com as consequências.

Quando os York se consolidam no poder, Margaret envia o filho para o exílio com o tio, Jasper Tudor, a fim de mantê-lo em segurança. Viúva novamente após o segundo casamento, ela une ao implacável lorde Stanley e estabelece alianças perigosas, além de prometer Henrique em casamento à filha de sua maior inimiga, a rainha Elizabeth Woodville. Com o apoio do terceiro marido, Margaret lidera uma das maiores rebeliões de seu tempo. Enquanto isso, seu filho cresce, torna-se homem, recruta o próprio exército e aguarda a primeira oportunidade para conquistar o trono que considera seu por direito.

Um romance repleto de conspirações, paixões e traição, A Rainha Vermelha traz de volta à vida a matriarca dos Tudor, uma mulher orgulhosa e determinada que acredita que, sozinha, pode mudar o curso da história.

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