Uma viagem inesperada com destino ao coração e aos sentimentos há muito esquecidos.
 Maggie Moran e seu marido são comuns, até um pouco tediosos. E é esse realismo que torna esta história tão eficaz e comovente...

Começa em um dia de verão, quando Maggie e Ira viajam de Baltimore para a Pensilvânia para um funeral. Maggie é impetuosa, desastrada, desajeitada, propensa a acidentes e tagarela. Ira é reservado, preciso, respeitável, tem uma mania irritante de assobiar músicas que traem seus pensamentos mais profundos e acha que sua esposa transforma os fatos de maneira que se encaixem na sua opinião sobre as pessoas que ama.

Ambos sentem que seus filhos são estranhos, que a cultura das novas gerações está indo por água abaixo e que, de alguma forma, se enganaram com essa sociedade cujos valores não reconhecem mais. Mas esta viagem vai levá-los a refletir sobre estas angústias, e vai mostrá-los como é importante reavaliar seus sentimentos.
  "- A Daisy ficou sentada lá e me analisou por um bom tempo - ela disse -, com aquela expressão meio que... fascinada no rosto, e depois me disse: 'Mamãe? Foi uma atitude consciente da sua parte decidir ser simplesmente comum?' (...)
Isso me magoou."
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"Maggie se lembrava e, às vezes, sentindo o olhar gélido de reprovação de Ira, sentia-se entorpecida, exaustivamente certa de que não existia sobre a face da Terra essa coisa chamada mudança. Você podia mudar de marido, mas não de situação. Você podia mudar quem, mas não o quê. Estamos todos dando voltas, ela pensou, e imaginou o mundo como uma xícara de chá azul, girando feito aqueles brinquedos nos parques de diversões onde todos ficam grudados no lugar pela força centrífuga."

Um Comentário

  1. *--------* Parece uma graça ! Seu blog é muito fofo >.< e obrigada por seguir o meu =D
    Bjs

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