Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória.

Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga.

Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.
"Eu me lembro do que ainda vai acontecer.
Lembro o futuro, mas esqueço o que já passou.
Todas as minhas lembranças, boas, ruins ou tanto faz, um dia vão se concretizar.
Então, goste ou não - e eu não gosto - vou me lembrar de estar em pé num gramado recém-aparado, rodeada por pedras e pessoas vestidas de preto, até que isso se torne realidade. Vou me lembrar desse funeral... até que alguém morra.
E, depois disso, ele será esquecido."

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"De alguma forma, em meio a tantas emoções conflitantes, o sono segura minha mão e me puxa.
E tudo o que não foi escrito desaparece." 

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